Emprego fica estável em maio e renda cresce


      Em relação ao mesmo mês de 2004 houve alta de 2% na criação de postos de trabalho. O emprego na indústria brasileira ficou estável em maio em comparação com abril, segundo dados divulgados na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a maio de 2004, porém, houve um crescimento de 2%, o que significa a décima quinta taxa positiva consecutiva para o período.

      A folha de pagamento real da indústria nacional apresentou aumento de 2% em maio em relação ao mês anterior. Na comparação com maio do ano passado, o crescimento da renda chegou a 6,3%. Já o número de horas pagas aos trabalhadores da indústria cresceu 0,3% na passagem de abril para maio. Em relação a maio do ano passado, o aumento foi de 1,9%.

      No acumulado de janeiro a maio, o emprego registrou alta de 2,6% e nos últimos 12 meses, de 2,9%. Os resultados da folha de pagamento média real também foram positivos: de 4,4% até maio e de 7,4% em 12 meses. O número de horas pagas tiveram aumento de 1,9% no acumulado de janeiro a maio e de 2,8% em 12 meses.

      Segundo o IBGE, os setores voltados para o mercado externo, em particular a agroindústria, e para a produção de bens de consumo duráveis principalmente a indústria automobilística, têm se destacado como os maiores geradores de postos de trabalho este ano. Já os setores "mais dependentes do comportamento da demanda interna (renda) apresentam resultados negativos", segundo o comunicado do IBGE. Ainda de acordo com o instituto, se comparado a igual mês do ano passado, houve aumento do número de pessoas ocupadas em 10 de 18 setores pesquisados, com destaque para alimentos e bebidas (8,3%) e meios de transporte (10,7%). Pelo outro lado, os setores de calçados e artigos de couro (11,6%), madeira (6,7%) e vestuário (3,2%) pressionaram negativamente a taxa.

      Dos 14 locais pesquisas, 10 contribuíram para a elevação na taxa em maio, ante mesmo mês de 2004, com destaque para Minas Gerais (4,2%) e São Paulo (3,6%). Nos dois estados, 12 setores entre 18 analisados aumentaram o nível de emprego.

      Em São Paulo as maiores contribuições foram nos setores de alimentos e bebidas (12,2%) e meios de transporte (11,3%). Em Minas Gerais, os resultados positivos ficaram por conta de alimentos e bebidas (5,8%) e de produtos de metal (33,6%). Rio Grande do Sul (5,8%) e Rio de Janeiro (3%) registraram as menores taxas dentre os quatro queda na oferta de emprego. Na indústria gaúcha, houve fechamento de vagas no setor de calçados e artigos de couro (23,2%) e na indústria fluminense, em vestuário (10,6%).