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Empresários paulistas avaliam que instituições está agindo sem qualquer discrição e com pirotecnia, ferindo as liberdades civis. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pelo menos 40 entidades de classe reúnem-se hoje na capital paulista para, segundo nota da instituição empresarial "extrair conclusões (sobre o Caso Daslu e outras ações da Polícia Federal - PF) e propostas de defesa das liberdades civis e do estado democrático de direito". Estarão presentes, representantes das áreas de comércio, eletroeletrônicos, máquinas, equipamentos, veículos, bancos, advogados, sindicalistas e outros. Na sexta-feira passada, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, cancelou um encontro agendado com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos (ele comanda a PF) para evitar confronto sobre o assunto. O resultado do encontro de hoje será apresentado ao ministro em reunião a ser marcada. Há cinco dias, 240 policiais federais e 80 fiscais da Receita Federal realizaram uma operação de busca e apreensão na megaloja da Daslu, considerada um templo do consumo de produtos de luxo, em São Paulo, que culminou com a detenção da proprietária, Eliana Tranchesi, de seu irmão e sócio, Antônio Carlos Piva de Alburquerque, e do contador da empresa, Celso de Lima, um dos donos da Multport, todos suspeitos de sonegação de impostos. Eliana foi solta no mesmo dia, mas a Justiça negou hábeas corpus aos outros. Segundo a Fiesp, a operação teve "pirotecnias" e "arbitragens". Para Hélcio Honda, assessor jurídico da presidência da Fiesp, há dúvidas se os policiais federais estão cumprindo as normas impostas pelas portarias 1.287 e 1.288 editadas pelo Ministério da Justiça no último dia 1º de julho. Entre outras coisas, as portarias estabelecem que as operações sejam realizadas de maneira discreta, com o emprego de meios adequados e sem a presença de pessoas alheias ao cumprimento da diligência. Conforma o advogado, na operação de quarta-feira, além da presença de jornalistas nos locais da operação, os policiais realizaram as buscas e prisões armados com fuzis. Há uma grande diferença entre fazer invasão de uma loja e de uma favela com criminosos armados, afirmou Honda. A Fiesp não é nem nunca foi contra o combate à sonegação, mas a PF está dando show do que investigando. Durante a reunião de hoje, poderá ser criada uma frente com objetivo de pressionar a PF a cumprir o estabelecido nas portarias durante suas operações. |